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Expedição Médica VV/Dharma Sertão – 2016 2018-02-06T12:43:43+00:00

Project Description

EXPEDIÇÃO MÉDICA VV/DHAMA SERTÃO – 2016

Realizada no final de outubro em parceria com a Volunteer Vacations (VV), o objetivo da expedição foi o de levar atendimento médico a localidades remotas e extremamente carentes. Áreas com populações que vivem abaixo da linha da pobreza. (A cidade de Acauã, por exemplo, em 2012 foi declarada a segunda cidade mais pobre do Brasil). Lugares em que o serviço público de saúde quase nunca chega, e quando chega, é muito precário. O projeto incluiu uma série de palestras de prevenção e tratamento, sobre uma variedade de enfermidades, envolvendo saúde da mulher, além de planejamento familiar.

A EQUIPE.

Formada por 23 integrantes, entre médicos e pessoal de apoio técnico e logístico. Ao todo, 10 profissionais da saúde, coordenados por Karina Oliani, atendendo nas seguintes especialidades: clínica geral, ginecologia, pediatria, infectologia, odontologia, cirurgia, psicologia, fisioterapia e oftalmologia (com avaliação, confecção e entrega dos óculos na hora). Para registrar tudo, um fotógrafo e 2 cinegrafistas para a produção de um documentário – o Henrique Mourão (documentarista de programas da BBC, Discovery e Canal Off) e a Beta Recoder (ex-corredora de aventura, hoje sócia da Boutique de Imagens).

Integrante do Conselho de Gestão de Projetos do Dharma e co-fundadora da VV, Mariana Serra, já tinha trabalhado com comunidades do sertão do Piauí que viviam em condições extremas e sugeriu justamente essa região como foco da nossa ação.

Karina realizou uma viagem precursora um mês antes da expedição, visitando esses lugares, para decidir quais localidades seriam atendidas, e também para determinar os melhores locais para a montagem dos “hospitais” provisórios: conseguiu parcerias com secretarias municipais que cederam espaços de postos de saúde desativados, escolas públicas e “garantiram” o fornecimento os medicamentos. Mari por sua vez, fechou parcerias com ONGs que mantém

bases na região há anos (como a Iris Global Piauí, Instituto Água Viva e Boutique dos Sonhos), e que por estarem in loco, conhecem de perto cada uma das comunidades e seus respectivos líderes. Isso foi essencial no mapeamento das reais necessidades de cada localidade, além de poderem colaborar na operacionalização do trabalho logístico (eles conheciam muito bem a região e todas as estradas de acesso, quase escondidas – que não estão no Google

Maps, Waze, nem mesmo constam na carta rodoviária oficial do Estado do Piauí). Isso sem mencionar o fato de que seriam importantes interlocutores num primeiro contato, na apresentação entre médicos e população.

Karina convidou também Victor Bigoli, biomédico e professor da Universidade Metodista de São Paulo, mestre em Psicologia da Saúde Comunitária, para coordenar o projeto juntamente com ela e com a Mari. Victor é diretor do Projeto Canudos, na Bahia, e já realizou projetos médicos em todos os estados do Brasil, todos os países da América do Sul e em grande parte da América Central e África. Karina já tinha trabalhado com ele, ali mesmo no Piauí, num projeto em 2006.

O ATENDIMENTO.

Foram atendidas, no município de Betânia do Piauí, as comunidades da Serra do Inácio, Rocinha e Vila do Mel; no município de Paulistana, as comunidades de Batemaré e Maria Preta; na cidade de Acauã, além do atendimento por dois dias no próprio município, os Quilombos Angical, Escondido e Tanque de Cima. Ainda, além da divisa do Estado, já em Pernambuco, o município de Santa Filomena. Toda essa área de cobertura fica numa região distante 500km da capital Teresina. Povoados e vilarejos quilombolas, pertencentes a municípios que têm seus IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano), entre os 100 piores do país (pra se ter uma ideia mais clara do que isso representa, é só considerarmos que existe um total aproximado de 5.600 municípios em todo território nacional).

Além dos centros de atendimento montados em cada uma dessas localidades, houve o atendimento domiciliar: médicos se deslocaram em carros 4×4 para atender pessoas que moravam em lugares mais afastados, sem acesso a transporte ou com problemas de locomoção.

Ao todo, foram atendidos mais de 2 mil pacientes em 9 dias de expedição. O maior número de atendimentos foi da área da oftalmologia. Mais de 300

óculos foram prescritos, montados e entregues na hora pelo médico oftalmologista integrante da equipe.

OS DESAFIOS.

O maior desafio nesta região é a falta d’água. Neste período em que realizávamos nossa expedição, completava um período de 9 meses sem chuva no sertão. A perfuração de poços é custosa e arriscada: a maioria dos lençóis freáticos desta região é de água salobra, imprópria para o consumo. Existem dois dessalinizadores por osmose reversa, instalados em duas comunidades. Mas o processo é caro, usando membranas importadas da Alemanha e que requerem manutenção constante. Nada prático.

Resta à população dividir com porcos, cabras e outros animais, o restante de água de chuva que ainda sobrava nos açudes – uma água contaminada, que só piorava a saúde das pessoas.

As cisternas são a solução para a região, com captação de água da chuva e/ou alimentação através de caminhões pipa. Mas nem todos têm dinheiro para comprar essa água.

Outro problema grave no sertão é o suicídio. A pobreza extrema, aliada à falta de perspectiva e oportunidades, faz com que o suicídio seja hoje quase que uma epidemia no estado. Um problema de saúde pública, que ocorre em todas as comunidades. Sabendo disso, Karina fez questão de incluir na equipe um especialista para poder tratar desta questão. Uma iniciativa de vanguarda neste tipo de ação, já que esta foi a primeira vez que um profissional da área da psicologia, integrou uma expedição médica. O Dr. Carlos Henrique Aragão, é psicólogo especializado em prevenção do suicídio e em cuidado de pessoas enlutadas, e foi uma peça fundamental no trabalho de nossa equipe.

A longo prazo, em termos gerais, acreditamos que a capacitação das pessoas das comunidades, possibilitando uma independência autossustentável, geradora de recursos e desenvolvimento para as localidades é o caminho para a solução de muitos problemas, inclusive para a melhoria da qualidade da saúde dessas populações. Em conjunto com a Embrapa e ONGs locais, já começamos a estudar projetos neste sentido.

FOTOS:

PATROCINADORES:

(Avon, Roche, Mitsubishi)

APOIO:

(Bionexo)

0
atendimentos
0
voluntários
0
óculos entregues gratuitamente
0.mil
em medicamentos entregues
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